quinta-feira, 28 de março de 2013

Estudo de Imagens Cerebrais sugere que a Acupuntura funciona




A Tradicional Medicina Ocidental tem sido cética em relação aos benefícios da acupuntura, mas pesquisadores de New Jersey dizem que evidências a partir de imagens cerebrais mostram que o tratamento ajuda a aliviar a dor.

Apesar de ser considerada uma nova alternativa no ocidentes, a acupuntura tem sido praticada na China há mais de 2.500 anos. Durante o tratamento, agulhas muito finas são inseridas levemente na pele em determinados pontos para aliviar a dor ou outros objetivos.

Cientistas na Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey (UMDNJ) compararam imagens cerebrais de 12 pessoas experimentando dor com imagens após as mesmas tendo recebido tratamento com acupuntura. Nas imagens cerebrais, o cérebro "se acende" ou mostra atividade, em áreas específicas quando uma pessoa exerimenta dor. Após a acupuntura, os pesquisadores encontraram uma acentuada diminuição desta atividade.

"Encontramos que a atividade diminui em 60 a 70% de todo o cérebro," disse Wen-Ching Liu, Ph.D., co-autor do estudo e professor assistente de radiologia na UMDNJ.

Apresentado em uma conferência da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, o estudo também encontrou que a quantidade da diminuição da dor pode variar de uma pessoa para outra, e que algumas das pessoas no estudo experimentaram uma mudança no seu limiar de dor. "A pessoa (que estava sendo testada) atualmente experimenta uma maior tolerância à dor. Nós aplicamos um estímulo doloroso e após a acupuntura apicamos o mesmo grau de estimulação dolorosa. Ele não a sentiu," disse o Dr. Huey-Jen Lee, chefe da neuroradilogia da UMDNJ.

Embora hajam 401 pontos de acupuntura no corpo, este estudo focou no ponto Hegu, um ponto localizado na mão entre o polegar e o indicador. A maioria dos tratamento com acupuntura envolvem a estimulação de mais de um ponto, mas o ponto Hegu é um que é freqüentemente usado, de acordo com Lee. Os pesquisadores reproduziram o que muitos Chineses conhecem há séculos - a acupuntura funciona para aliviar a dor. Mas como ou por quê ela funciona ainda não se sabe.

Historicamente os Chineses têm teorizado que o corpo possui uma energia circulante chamada Qi (chi). A Qi é dividida em duas forças opostas, o Yin eo Yang, os quais trabalham juntos quando equilibrados. O fluxo de Qi atravessa o corpo da pessoa influenciando todas as atividades vitais essenciais, incluindo a saúde. Se este fluxo é interrompido, o Yin e o Yang se tornam desequilibrados, causando dor e doença. Os Chineses acreditam que a Qi flui através de caminhos especiais ou meridianos. Os pontos de acupuntura são localizações específicas onde estes caminhos vem à superfície da pele. O procedimento visa restaurar o equilíbrio para o fluxo da Qi.

Independentemente de como funciona, a acupuntura vem continuamente ganhando aceitação na medicina Ocidental. Em 1997, o National Institutes of Health publicou os procedimentos (guidelines) oficiais para seu uso. Os pesquisadores são otimistas de que ela se tornará uma ferramenta útil no manejo da dor, especialmente para aqueles que não podem tolerar medicação.

Fonte: CNN

domingo, 24 de março de 2013

Excessos corporativos. Médicos e o golpe da caneta


21/06/2012 - 07h07


Os médicos ficaram bravos comigo. Tudo começou no domingo retrasado, quando publiquei na edição impressa da Folha uma coluna em que comentava reportagem da revista britânica "The Economist" sobre o futuro da medicina. De acordo com o periódico, com o envelhecimento da população e o consequente aumento da prevalência das doenças crônicas, vai ser impossível formar tantos médicos quantos seriam necessários pelos padrões de hoje. A tese central do hebdomadário, com a qual concordo, é a de que o atendimento à população não poderá mais ser tão centrado na figura do médico. Outros profissionais, como parteiras, optometristas, fonoaudiólogos terão de ser utilizados pelos sistemas de saúde e em números crescentes.

Como sempre ocorre quando se atinge uma categoria briosa e organizada, foi uma chuva de e-mails, a maioria bastante urbanos e levantando objeções relevantes, alguns poucos mais agressivos. Não sem algum sadismo, voltei à carga na coluna de sexta-feira, fazendo algumas observações sobre o projeto de lei que regulamenta o ato médico, que tramita no Congresso. Foi uma nova torrente de mensagens, mas, desta vez, admito que fui deliberadamente provocador.

Para quem não sabe, há uma verdadeira guerra em torno da proposta legislativa. De um lado estão os médicos e, de outro, os mais numerosos enfermeiros, biomédicos, psicólogos, biólogos, farmacêuticos, professores de educação física, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas, dentistas, profissionais do serviço social, optometristas, técnicos em radiologia e quem mais eu tenha esquecido. A questão de fundo é mercado. (Calma, não estou dizendo que toda essa gente só pense em dinheiro e nunca na saúde da população). Médicos buscam recuperar um espaço perdido com a proliferação das carreiras paramédicas e estas tentam preservar e consolidar conquistas que já conseguiram inscrever em leis de regulamentação profissional.

O que eu procurei mostrar é que, apesar de importantes melhorias em relação a versões anteriores da proposta, o substitutivo da Câmara ainda conserva traços escandalosamente corporativistas.

Um exemplo gritante são os dispositivos que tornariam a colocação de piercings e a aplicação de tatuagens atos privativos de médicos. Não estou de modo algum dizendo que não existe risco nesses procedimentos. Ele é real e menos diminuto do que se imagina. Ainda assim o cidadão, a parte sempre esquecida nos confrontos entre categorias profissionais, deve ter o direito de fazer coisas tolas e perigosas, desde que não ameacem terceiros. O que de melhor a lei pode fazer pelas pessoas comuns é exigir que sejam corretamente informadas dos riscos que correm.

Os médicos foram com tanta sede ao pote que produziram uma piada involuntária, ao tornar o sexo uma zona restrita: segundo o art. 4º, pár. 4º, III, "a invasão dos orifícios naturais do corpo" é prática exclusiva da classe. Na mesma linha de irrazoabilidade vai o art. 5, que proíbe não médicos de chefiar serviços médicos ou de lecionar disciplinas médicas. Isso numa época em que, na ciência, as fronteiras entre medicina, biologia, química, física etc. são cada vez mais difusas. Se o futuro se desenvolver conforme se antecipa (o que quase nunca ocorre), serão respectivamente físicos e biólogos que terão de ensinar os médicos a utilizar a nanotecnologia e a terapia com células tronco na reparação de órgãos --uma matéria eminentemente médica.

Antes que me tomem por um psicólogo ou enfermeiro despeitado, pronto a lançar-me sobre o butim de uma eventual desregulamentação da área médica, esclareço que sou um mero bacharel em filosofia exercendo o ofício de jornalista. Não tenho, portanto, nenhum interesse profissional nessa intricada questão. A rigor, como marido de médica, até deveria torcer pela regulamentação, já que ela supostamente favorece uma atividade de cujos proventos minha família se beneficia. Mas evito até onde posso subordinar minhas opiniões intelectuais a discutíveis ganhos materiais.

E não é necessário muito mais do que o bom senso para perceber que a pretensão de médicos de criar uma gigantesca reserva de mercado não faz sentido econômico, social nem sanitário. É claro que o ideal seria que todo mundo passasse por um médico antes de trocar seus óculos, tomar um analgésico ou iniciar um programa de prática esportiva. Mas temos condições de arcar com o custo?

E, já que estamos falando de ideais, o melhor mesmo seria que todos tivessem formação em medicina. Pelo menos em teoria, o mundo seria um pouco mais saudável se todos os seus habitantes tivessem bons conhecimentos de anatomia, farmacologia, semiologia etc. Só que nem o mais rematado lunático ousa sugerir que cada cidadão deva passar oito ou dez anos de sua vida em caríssimos cursos universitários estudando essas matérias apenas para se tornar um paciente melhor --ou pior, dependendo da perspectiva. Como em tudo, precisamos aqui pensar em termos de custo e benefício.

O médico é provavelmente o profissional mais caro em circulação na sociedade. No Brasil, são seis anos de graduação em regime integral em cursos que exigem, além de aulas expositivas e práticas, laboratórios, cadáveres, cobaias e muito material descartável. Depois, são dois anos de residência em hospitais-escola sob estrita supervisão de outros médicos. Uma especialização pode requerer mais dois ou três anos de estudo. E tudo é muito fugaz. Um especialista de ponta que passe um ano sem abrir um "journal" estará mortalmente defasado.

É contraproducente colocar médicos nos quais se investiu tanto para desempenhar tarefas mais simples para as quais outros profissionais podem ser treinados. É mais do que razoável que um optometrista prescreva receitas de óculos, que enfermeiras realizem partos de baixo risco (identificados como tal num bom pré-natal) e que fonoaudiólogos diagnostiquem e tentem curar distúrbios da fala.

Tudo isso, é claro, dentro de um sistema de referência e contra-referência no qual o médico segue desempenhando papel central. Se aquele parto de baixo risco apresentar complicações ou se o distúrbio de fala for consequência de um tumor, é o médico que será chamado para "arrumar a casa". Teria sido melhor que esses tivessem sido encaminhados para o médico antes? É possível que sim. Mas temos condições de arcar com esse custo? É provável que não. Para cada parto que se complica ou gagueira provocada por neoplasia, há centenas ou milhares de casos que se resolvem sem maiores problemas. O próprio médico generalista inicia suas hipóteses diagnosticas pensando no que é mais comum, não nas moléstias raras.

A verdade é que a saúde é um saco sem fundo. Sempre podemos incorporar ao sistema mais pessoal e novas drogas, tecnologias que tendem a melhorá-lo. Num instantinho, estaríamos aplicando na área 100% dos Orçamentos federal e dos Estados e municípios. Só que isso é infactível. Além da saúde, o poder público tem de oferecer educação, segurança pública, lazer, cultura etc. Precisamos, portanto, de um sistema que consuma apenas o que a sociedade esteja disposta a pagar e que seja tão eficiente quanto possível. Isso evidentemente implica racionalizar gastos e rever papéis. O Brasil vive uma posição inglória, em que, de um lado, ainda contamos com uma enorme demanda reprimida por serviços, típica de países pobres, e, de outro, já começamos a experimentar a explosão de moléstias crônicas características de nações desenvolvidas cuja população envelhece. Isso significa que o Brasil, mais do que outros, precisa massificar rapidamente os serviços médicos.

Atualmente, quem resolve o problema da demanda são as filas. Marcar uma consulta oncológica encaminhada por médico do SUS leva, em São Paulo, com sorte, uns quatro meses. São grandes as chances de a metástase chegar mais rápido.
Acredito que a iniciativa de regulamentar o ato médico esteja associada à acentuada "proletarização" por que a categoria passou nas duas últimas décadas. Com efeito, é absolutamente comum encontrar hoje médicos com três empregos, fazendo jornadas de 72 horas semanais para garantir o fim de mês. O resultado é o pior círculo vicioso possível: o profissional atende mal porque está sempre cansado e, como não tem tempo para reciclar-se, acaba prestando um atendimento que só piora à medida que ele vai ficando mais desatualizado. Mas o problema aqui, pelo menos em parte, é que o Brasil é um país pobre.

Comparativamente, como mostrou artigo de Marcelo Neri, da FGV, naFolha, a medicina ainda é a profissão que traz mais retorno econômico para seus praticantes.
Até por razões pessoais, os médicos têm toda a minha solidariedade. Só que solidariedade não é sinônimo de emburrecimento. Tentar resolver as coisas a golpes de caneta criando um gigantesco monopólio não apenas não devolverá aos médicos o status econômico e social de que eles já gozaram como ainda tenderá a colocar mais pressão sobre o combalido sistema de saúde. Se, no setor público, a demanda já não é vencida, como não ficarão as filas se o projeto de regulamentação que está no Congresso for aprovado exigindo que até diagnósticos de unha encravada sejam feitos por médicos?

A resposta inteligente a essa situação não se encontra na sanha legiferante, mas na promoção da própria medicina. Por mais que paramédicos passem a desempenhar tarefas que já foram de médicos, sempre haverá funções que deverão ser realizadas pelos que têm a formação mais completa. Se, no passado, o grosso da clientela de um oftalmologista consistia de pessoas querendo uma receita de óculos, hoje muitos buscam livrar-se dos óculos através de operações que só podem ser feitas por cirurgiões oftálmicos. Em vez de querer resolver as coisas no grito, procurando impor-se sobre outras profissões, os médicos ganhariam mais se dedicassem seus esforços --e poderoso lobby parlamentar-- a melhorar a formação dos estudantes de medicina e começar a desenhar um sistema de saúde mais funcional. Se os cursos para optometristas e quejandos deixam muito a desejar, vamos modificá-los.

Se é possível treinar um estudante de medicina para supostamente dar conta de todos os problemas médicos que existem, também é possível treinar um estudante de optometria para reconhecer os sinais que exigem encaminhar o paciente para um oftalmologista. De qualquer maneira, é preferível que uma criança míope pobre da rede pública seja atendida por um optometrista, caso em que ficará sem uma consulta oftalmológica, mas com um par de óculos que lhe permite acompanhar as aulas, do que sem a consulta com o especialista e sem os óculos como ocorre hoje.

Diga-se em favor dos médicos que não foram eles que criaram todas as restrições e barreiras que estão no projeto de lei. Eles só reproduziram dispositivos constantes das regulamentações profissionais das categorias que agora se queixam do corporativismo médico.

O problema, no fundo, são as raízes fascistas que permeiam a sociedade brasileira. As pessoas não se veem como cidadãs de uma República, mas como representantes de uma categoria profissional que seria detentora de direitos naturais. O que se busca é sacramentar em lei suas reivindicações e esperar que o Estado use sua autoridade para implementá-las. Viramos o país das corporações, quando o ideal seria uma nação de indivíduos.
Hélio Schwartsman
Hélio Schwartsman é bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve na versão impressa da Página A2 às terças, quartas, sextas, sábados e domingos e às quintas no site da .

sábado, 22 de setembro de 2012

As várias faces de uma mesma patologia



Freqüentemente encontro pessoas pedindo orientação sobre várias doenças. Qual o melhor tratamento , qual o melhor profissional , qual o melhor exercício, melhor remédio, melhor cirurgia…. e assim vai.
Vamos dar um exemplo com uma patologia é tratada por vários profissionais da saúde,  deixando a pessoa confusa e muita vezes sem rumo sobre o que fazer. Vamos dar como exemplo uma dor comum para 80% da população, uma dor nas costas, na região lombar, a famosa lombalgia,  patologia número um em atendimentos de um osteopata, e também a que costuma trazer mais possibilidades sobre a origem da dor.
Segue abaixo lista de profissionais e a explicação mais comum dada por eles a esta patologia:
Médico Neurologista – ” provavelmente o sr. tem uma hernia de disco, que está pinçando o nervo e está provocando dor… , vamos operar.”
Médico Ortopedista – ” essa dor é proveniente de uma diminuição do espaçõ entre as vértebras, causando uma degeneração do disco, e comprimindo o nervo, e também tem esse bico de papagaio , sem falar na artrose que o senhor apresenta…. vamos operar.”
Quiropraxista - ” essa sua dor nada mais é do que uma subluxação da vertebra lombar, que pode estar gerando uma sobre carga do sistema nervoso, por isso gera dor. Vamos manipular sua coluna.”
Fisioterapeuta Rpgista – ” por apresentar uma retração e um grande encurtamento de toda a sua cadeia mestra posterior , os musculos estão gerando uma sobre carga na sua coluna e gerando a dor. Vamos fazer algumas sessões , com algumas posturas, para alongar os músculos encurtados e melhorar sua postura”
Fisioterapeuta Rolfista -” todo o seu segmento lombar está com um comprometimento mio-fascial, que desmonta toda a estrutura do seu corpo, que logo logo comprometará todo sua estruta. Vamos fazer algumas sessões para liberar essa tensão mio-fascial”Osteopata - ” Essa sua dor está vindo de uma outra região, um zona hipomóvel, que está sobrecarregando a sua coluna lombar, gerando uma região hipermóvel. Vamos tratar todos os bloqueios e ver qual sua reação.”Pilates - ” Essa sua dor lombar é proveniente de uma falta de força dos musculos da “power house”, ou seja os abdominais, que equilibram , flexibilizam e dão sustentação a sua coluna. Vamos fazer 3 meses de aulas para melhorar essa condição.”Lógico que todos estão certos, mas cada um dentro do seu ponto de vista, mas saiba que um bom profissional sabe verificar qual a característica da dor do cliente e indicar o melhor caminho para que o quadro doloroso seja resolvido da maneira mais rápida. Indicar outros colegas também faz parte de um trabalho mais a longo prazo de  marketing.Hoje em dia, existem vários métodos de tratamento, para as mais variadas condições, os métodos mais populares ( como o pilates ) e os menos conhecidos ( como a osteopatia ). Por isso fica a dica de sempre consultar um profissional da área para saber sobre a possibilidade se ser tratado para determinado tipo de problema.Aos que já sofreram desse mal, procure sempre informações sobre a técnica, o profissional, o valor cobrado,  se conhece alguem que já tratou com ele e como foi o tratamento. Procure referências no conselho regional, pois hoje em dia é muito comum ter falsos médicos, fisioterpeutas,, psicólogos etc…Abraços e até a próxima!!!!!!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Sacramento do Batismo


Eu e Paulo César andamos muito por ai, né?

Catolicismo no Caminho de Santiago em 1995
Budismo na Tailândia em 1996
Hinduísmo na Índia em 1997, além da benção especial do Satia Sai Baba. (PC, lembra da iniciação num templo em Kajuraho, numa cerimônia a Shiva)
Estudamos um pouco da Teosofia (Blavatsky, Leadbater, Annie Besant e Mestre El Morya)
Depois, na China, a Medicina Chinesa, que pra mim é um verdadeiro sacerdócio!
no Brasil, abracei o Espiritismo na Alma e no Coração

Então, qdo me perguntam porque eu quero batizar meu filho na Igreja, pra não ser malcriado vou colocar esse excelente resumo abaixo, que, quem dera fosse  de minha autoria, pelo brilhantismo:


 Enviado por Mauricio em dom, 06/05/2012 - 23:45




Nos últimos meses pesquisei bastante, por razões pessoais, sobre o que exatamente representa o batismo. Vou compartilhar aqui as informações que reuní. Isso pode ajudar outras pessoas a decidirem, por exemplo, quando, onde e se desejam batizar seus filhos.
Podemos começar pela definição do que é um sacramento. Segundo Leadbeater, no livro "A Gnose Cristã", um sacramento é:
Um sinal externo e visível de uma graça interior e espiritual dada a nós, conferida pelo próprio Cristo, como um meio pelo qual recebemos a mesma, e uma garantia para assegurar-nos disso.
Vemos aqui, de uma forma um pouco vaga, que um sacramento é uma forma de receber uma "graça espiritual". Annie Besant, ao falar dos sacramentos no livro "Cristianismo Esotérico" nos dá mais alguns detalhes:
As características peculiares de um Sacramento residem em duas de suas propriedades: primeiramente, a cerimônia exotérica, que é uma alegoria. (...) A segunda característica de um Sacramento liga-se aos fatos do mundo invisível e pertence à ciência oculta. O oficiante deve possuir esses conhecimentos, porque do seu saber depende, em grande parte, senão completamente, a eficácia do Sacramento, cuja finalidade é estabelecer um laço entre o mundo material e as regiões invisíveis.
E falando especificamente do batismo, ela diz:
No batismo da criança, a energia espiritual dada à água pela "Fórmula" e pelo "Sinal" reforça a espiritualidade da criança. A "Fórmula" é novamente pronunciada sobre a criança e o "Sinal" feito na fronte. Vibrações novas fazem-se sentir nos seus corpos sutis; e a invocação para proteger a vida assim santificada propaga-se no mundo invisível.
Nesses trechos vemos mais detalhes. Primeiramente, ela separa o sacramento em seus aspectos exotéricos e esotéricos. A parte exotérica é uma alegoria, e não segue necessariamente regras rígidas de execução. Porém, é dito que o sucesso do sacramento depende do conhecimento dos aspectos esotéricos por parte do oficiante.
Em outras partes desse livro, Besant nos diz que todo sacramento é definido por uma "fórmula de autoridade" e um "sinal de autoridade", além de utilizar alguma substância para simbolizar a graça conferida. As palavras pronunciadas evocam determinadas energias, os gestos indicam a direção imposta às energias, e a substância, magnetizada, auxilia na transmissão da graça. Além disso, é essencial uma determinada postura mental, sem a qual o sacramento não pode ser concluído com sucesso. No caso do batismo, exemplos de sinais e fórmulas de autoridade são o sinal da cruz e as palavras que o acompanham.
Cabe aqui reforçar o quanto é importante o conhecimento e o comprometimento do oficiante com o sacramento: a escolha de quem realizará o batismo é de suma importância, e na medida do possível, não deve ser deixada ao acaso. Mesmo não conhecendo os detalhes do ritual e sem saber como avaliar o quão "corretamente" ele está sendo executado, é útil assistir a algum batismo realizado pelo sacerdote que está sendo cogitado, e prestar atenção à tônica geral do evento, assim como a postura do oficiante. Não é muito, mas já é alguma coisa.
É interessante buscar entender que forças estão agindo na criança no início de sua vida, para ter uma idéia de qual é o "cenário" no qual o batismo irá atuar. Leadbeater nos dá uma explicação bastante clara no livro "A Ciência dos Sacramentos":
Que fatores influenciam a criança recém-nascida? Primeiro, existe o que é chamado pelos estudantes de elemental cármico, o que requer algumas explicações para aqueles que não estão familiarizados com o processo de renascimento. No fim de cada vida é feito um balanço de contas, e uma forma é construída em matéria etérica que representa o tipo de corpo que o homem fez por merecer em sua próxima aventura sobre a Terra. Quando ele retorna, esta forma é vivificada por um espírito da natureza e se torna o molde sobre o qual o novo corpo físico da criança é construído; isso é o resultado de suas ações em sua vida anterior, e aquele espírito da natureza é a principal força em meio as que estão modelando-o. Em segundo lugar, a própria alma está tentando descobrir o que pode fazer com seus novos veículos - para tomar o controle deles tão logo seja possível; mas ela normalmente não é um fator preponderante nos estágios iniciais, porque tem dificuldades em manter contato com o novo corpo. Ela faz isso gradualmente, e supõe-se que conclui esse processo em torno de sete anos. Em alguns casos isso pode ocorrer antes; mas algumas vezes ela parece nunca assumir completamente o controle, ou ao menos não até uma idade avançada. Estes são os dois principais fatores, mas existem outras forças subjetivas em jogo; por exemplo, o pensamento da mãe tem um efeito imenso sobre os veículos da criança, tanto antes quanto depois do nascimento.
Outros detalhes interessantes são trazidos à tona no livro "O Corpo Causal e o Ego", de Arthur Powell, e servem de introdução ao efeito que o batismo possui sobre a criança:
É de grande importância para a criança, obviamente, que tudo quanto seja possível venha a ser feito para sufocar os germes do mal e encorajar os do bem; é a esse fim, especialmente, que se destina o sacramento do batismo. A água usada é magnetizada, com intenção especial de levar o efeito de suas vibrações para os veículos superiores, de forma que todos os germes de boas qualidades, nos corpos ainda não formados da criança - seus corpos astral e mental -, possam receber um forte estímulo, enquanto ao mesmo tempo os germes do mal possam ser isolados e mortos.
Os germes do mal citados aqui são o que Blavatsky chamou de skandhas, e representam as qualidades materiais, sensações, idéias abstratas, tendências e outras características que trazemos de outras encarnações. Blavatsky coloca, de forma bastante interessante, que Kama nos aguarda no limiar do devachan com seu exército de skandhas, no momento em que emergimos dali para uma nova encarnação. Essa colocação remete ao fato de que durante nossa estada no devachan não somos afetados pelas características correspondentes aos skandhas, pois estas são reflexos de uma matéria mais densa do que a do plano devachânico. Essas características, contudo, estão armazenadas em nossos átomos permanentes, e tornam-se novamente ativas a partir do momento que é construído um novo veículo para a personalidade.
Leadbeater, em seu livro "A Ciência dos Sacramentos", faz outras considerações a esse respeito:
Vemos disso que a Igreja encontra a alma tão logo ela adentra seu novo conjunto de veículos, e oferece-lhe boas vindas e assistência. Que ajuda pode ser dada a uma alma quando ela chega a um novo corpo físico? Lembre-se, nós não podemos alcançar a alma propriamente dita; estamos lidando com veículos no plano físico. O que a alma mais precisa é colocar esse novo conjunto de veículos em ordem, de forma que possa trabalhar através deles. Ela vem carregada com os resultados de suas vidas passadas, o que significa que ela tem dentro de si as sementes das boas qualidades, e também as sementes de qualidades ruins. Estas sementes do mal são frequentemente chamadas de "pecado original", e conectadas erroneamente com as ações da fábula de Adão e Eva. Isso é uma mera distorção do fato que cada alma traz consigo suas próprias qualidades, algumas boas, algumas ruins, e algumas definitivamente más, de acordo com suas vidas passadas.
Obviamente a obrigação dos pais ou guardiões da criança é fazer tudo que puderem para estimular os bons germes e congelar ou destruir aqueles que são ruins, não dando a eles nenhuma forma de encorajamento. O estudante da vida interna entenderá que o desenvolvimento dessas qualidades depende grandemente do meio que circunda a criança. Se ela está cercada de amor e gentileza, o amor e gentileza que existem nela será trazido a tona e desenvolvido. Se, ao contrário, ela encontra vibrações de raiva e irritabilidade, existindo traços de germes dessa natureza (como quase com certeza existirão), eles serão trazidos a tona e desenvolvidos; e faz uma enorme diferenca para essa vida qual conjunto de vibrações é colocado em movimento primeiro.
Mas como esse fortalecimento das características positivas e diminuição de intensidade das características negativas é obtido? Leadbeater nos fala, de forma semelhante a Powell, que a água utilizada no batismo é usada como ferramenta para este fim:
O Sacramento do Batismo é construído especialmente para lidar com essa situação. A água usada é magnetizada com uma atenção especial ao efeito de suas vibrações sobre os veículos superiores, de forma que todos os germes de boas qualidades no corpo astral e mental ainda não formados da criança possa receber um forte estímulo, enquanto ao mesmo tempo os germes do mal possam ser isolados e enfraquecidos. A idéia central é usar essa oportunidade para fortalecer os bons germes, de forma que seu desenvolvimento preceda o dos germes ruins - de forma que mais tarde, quando estes comecem a dar frutos, os bons já estejam tão desenvolvidos que o controle do mal será comparativamente mais fácil.
Arthur Powell complementa isso de forma bastante didática:
Ademais, e mais especificamente, a cerimônia batismal tem a inteção de abrir os chakras, ou centros de força, e levá-los a um movimento mais rápido.
Ou seja, ele aumenta o padrão vibratório de nossos chakras, nos protegendo, dessa forma, de uma série de influências menos positivas, além de nos dar condições melhores para iniciar o desenvolvimento do corpo que será usado no trabalho a que o Ego se propôs.
Ao nascer, os chakras superiores de uma criança são pouco desenvolvidos, possuindo um movimento lento e brilhando fracamente. O batismo coloca esses chakras em movimento muito mais rapidamente do que ocorreria naturalmente. Pode-se dizer que esses chakras são abertos de forma semelhante aos olhos de um gato no escuro, ou mais apropriadamente, ao diafragma de uma câmera. Essa expansão ocorre para que as energias que serão transmitidas à criança possam fluir mais prontamente; de outra forma elas abririam caminho de forma violenta, trazendo um stress desnecessário ao corpo do bebê.
Este é um lado do batismo. Existe um outro aspecto, além do aumento do padrão vibratório dos chakras e do fortalecimento dos veiculos superiores. Ele é uma consagração do novo conjunto de veículos visando a verdadeira expressão da alma, e o serviço à Grande Fraternidade Branca, e quando a cerimônia é conduzida apropriadamente e de forma inteligente, não há dúvidas de que seu efeito é poderoso. Ele é, portanto, algo que podemos chamar de um ato de magia branca, produzindo efeitos definidos que afetam toda a vida futura da criança.
Um outro fator bastante interessante vêm da crença de que somos presenteados com um anjo da guarda na ocasião de nosso batismo. Voltando ao livro "A Ciência dos Sacramentos", vemos que
A alma, então, está tentando influenciar os veículos na direção correta da melhor forma que pode. O Sacramento do Batismo coloca outra força em atividade a seu lado. É frequentemente dito pelos católicos que no batismo um anjo da guarda é dado à criança. E isso ocorre, embora talvez não exatamente da forma que é geralmente entendida; mas esse é um bonito símbolo do que acontece na realidade, porque no batismo uma nova forma-pensamento ou elemental artificial é construída, e preenchida pela força divina, e também vivificada por um elevado tipo de espírito da natureza chamado silfo. Ela permanece com a criança como um fator positivo; então para todos os propósitos ela é um anjo da guarda. Através de trabalhos como esse o espírito da natureza se individualiza, e torna-se um serafim - através de sua associação com uma forma-pensamento permeada pela vida e pensamento do próprio Chefe da Igreja.
A construção dessa forma-pensamento tem lugar após a abertura dos chakras citada mais acima, e se dá através da combinação do uso do óleo magnetizado, das palavras empregadas e do firme propósito do oficiante. Este é um ponto do ritual onde o conhecimento do oficiante, seu comprometimento e sua atenção com o ritual é importante. A realização mecânica dessa parte do ritual não deixa de criar a forma-pensamento, porém a força e efeito desta será menor do que poderia ser.
Após a construção da forma pensamento, é utilizada a água consagrada para canalizar a tripla força espiritual. A água deve ser derramada sobre a cabeça da criança três vezes, em forma de uma cruz, tomando cuidado de que parte dela chegue também à sua fronte, enquanto se pronunciam as palavras "eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém".
Este "despejar das forças" é o batismo propriamente dito. Para isto, duas coisas são necessárias: a água magnetizada, e o uso correto das palavras. Existe uma razão para isso: como não temos acesso direto a alma, usamos a água para colocar em violenta vibração a parte etérica do corpo físico da criança, estimulando o cérebro, e pelo corpo pituitário afetamos o corpo astral, que por sua vez afeta o corpo mental. A força desce através da água e sobe novamente através de nossos corpos, por assim dizer. Segue-se a invocação das três pessoas da Trindade, evocando essa força tripla e fazendo-a atuar sobre nossos princípios superiores.
Mesmo que - e talvez especialmente se - a criança esteja correndo risco de vida, o batismo pode trazer grandes benefícios. Leadbeater nos diz ser bastante possível que os "germes do mal" contidos no recém-construído conjunto de corpos utilizado pela criança se desenvolvam no plano astral. Com o batismo, não só diminuímos essa possibilidade como criamos uma chance melhor de que a criança consiga desenvolver alguns dos "bons germes", e ao fim de sua vida astral carregue um conjunto mais favorável de skandhas para sua próxima encarnação.
Resta ainda falar a respeito do papel dos padrinhos no batismo. Deixando de lado "compromissos sociais" - como o compromisso de cuidar da educação da criança na ausência dos pais - pouco é dito a esse respeito. Vemos no livro "A Ciência dos Sacramentos" que os padrinhos são responsáveis por tão logo a criança tenha idade para compreender, lhe ensinarem a "lei do amor divino". Temos um retrato bastante preciso dessa lei no mandamento "amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo". E tão logo a criança possa usufruir disso, os padrinhos devem também criar a oportunidade para que seja feita a confirmação do batismo (crisma). Existem pontos do ritual de batismo que são feitos com o auxílio dos padrinhos, mas nenhum significado esotérico é dado a essa participação. Minha conclusão foi que os padrinhos simplesmente não fazem diferença no que diz respeito aos aspectos esotéricos do batismo, embora isso certamente não diminua a importância do papel que desempenham - seja ele puramente "social" ou não.
De qualquer forma, Leadbeater e Blavatsky concordam em considerar as crenças comuns de que os padrinhos "assumem para si os pecados da criança" até que ela se torne responsável simplesmente absurda. Blavatsky nos ensina que nada nem ninguém pode impedir que nossas ações tenham as consequências cármicas criadas por elas. A teosofia chega a dizer que não é saudável orar, se a oração é o pedido de intervenção divina com a finalidade de nos "libertar" das experiências cármicas construídas por nós. Um teosofista, diz Blavatsky, age, construindo seu futuro com base em suas ações no presente, em lugar de pedir que alguém o faça em seu lugar.
Com isso, temos uma visão suficientemente ampla do que representa o batismo. Muito ainda existe a ser dito, mas àqueles que se interessem, recomendo a leitura dos livros citados.
Para encerrar, vou colocar um último trecho do livro "A Ciência dos Sacramentos".
Um sacramento não é uma panacéia mágica. Ele não pode alterar a disposição de um homem, mas pode ajudar a tornar seus veículos mais fáceis de manusear. Ele não transforma repentinamento um demônio em um anjo, ou um homem ruim em um bom, mas certamente dá ao homem uma chance melhor. E é isto precisamente que o batismo pretende fazer, e esse é o limite de seu poder.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Fitoterapias Orientais


Medicina Complementar
Dicas para sua saúde integral

Fitoterapia ayurvédica e medicina tradicional chinesa: diferenças e semelhanças


por Alex Botsaris
Você conhece as diferenças e semelhanças entre a fitoterapia ayurvédica e a da medicina chinesa? Seriam duas linhas de tratamento totalmente distintas? Apesar de muitos médicos das duas escolas se esmerarem em enaltecer a prática que exercem como únicas, as evidências advindas de estudos etnomédicos apontam para a origem comum de muitos conhecimentos. Influenciando as duas escolas, temos alguns fatores indutores de diferenças, como por exemplo, o clima, o tipo de solo, a flora e as raízes culturais de China e India.

Mesmo assim as semelhanças são muitas. Ambas usam o pulso para fazer seus diagnósticos, possuem conceitos de doença comuns como frio, calor, umidade e fleuma, e utilizam muitas plantas iguais. Contudo, a maior evidência da influência mútua, que os dois sistemas mantiveram entre si ao longo do tempo, é a semelhança entre as fórmulas. Cerca de 50% das fórmulas de ambos sistemas médicos são parecidas ou até idênticas. Do ponto de vista estatístico a chance disso ocorrer ao acaso, é próxima de zero.

A farmacotécnica tradicional oriental é muito desenvolvida. Em ambos os sistemas encontramos uma riqueza de preparações como chás, pílulas, comprimidos, elixires, xaropes, emplastros, pós e óleos. Enquanto os farmacêuticos chineses desenvolveram mais as técnicas de pílulas e comprimidos, os indianos conseguiram obter óleos essenciais e com isso desenvolveram técnicas de aromaterapia.

Ambas farmacopéias são muito ricas. Os indianos possuem cerca de 1.700 substâncias naturais relatadas em sua farmacopeia. Já os Chineses ostentam uma enciclopedia de medicina tradicional chinesa onde constam 5 mil substâncias cadastradas. Mas para o uso do dia-a-dia ambos os sistemas lidam com um universo aproximado de 600 substâncias, a grande maioria do reino vegetal.

Na realidade deveríamos chamar as medicinas tradicionais orientais de "naturoterapia", pois não se limitam a empregar plantas. Usam também produtos animais e minerais em suas fórmulas e preparados medicinais. Chineses tendem a usar mais produtos animais que indianos, mas ambos os usam. Pérolas, conchas, almíscar, crina de cavalos e sanguessugas constam nas duas abordagens terapêuticas. Os chineses acrescentam uma grande variedade a esse cardápio, incluindo chifre de veado, larvas de insetos, escorpião, e até fezes de bicho da seda.



Minerais também estão nos cardápios das medicinas orientais. Chineses e indianos, por exemplo, empregam a pirita para acelerar a consolidação de fraturas, e calamina (um mineral rico em zinco) para cicatrizar feridas e queimaduras. Ouro e argila estão nos dois arsenais, mas com empregos distintos. Rubis e semeraldas e outras pedras preciosas são mais da tradição ayurveda, enquanto que os chineses costumam usar substâncias minerais como a gipsina e hidrosilicato de magnésio.


Além da medicina tradicional chinesa e da ayurveda, existem várias outros sistemas médicos tradicionais na Ásia, todos com grandes semelhanças entre si. Nesse grupo há a medicina tradicional coreana, a medicina tradicional vietnamita, medicina tradicional tibetana e o kampô, que é a prática japonesa com plantas medicinais. Quase todos esses países conseguiram integrar sua medicina tradicional ao sistema médico ocidental, resultando em benefícios para a população, conforme a avaliação da OMS. Em todas, as fórmulas tradicionais estão presentes, sempre com grandes similaridade, como a espécie ou o gênero da planta usada, a dose e a indicação.

Nos últimos 15 anos a medicina ayurveda e a medicina tradicional chinesa ganharam o mundo, com regulamentação da atividade e expressivo reconhecimento da sociedade nos EUA, França, Inglaterra, Canadá e Austrália. Nesses países é possível encontrar farmácias tradicionais, onde essas drogas naturais são vendidas aos pacientes. Vale conferir as semelhanças e diferenças de algumas plantas importantes nos dois sistemas:

Eclipta alba (erva botão)
Ayurveda
MTC
Bhringaraj - Na ayurveda é uma planta que atua no fígado empregada para quadros de Pitta e Vata.Han Lian Cao - Planta tônica do Yin e que refresca o sangue indicada em problemas do fígado e rim


Phyllanthus niruri (quebra pedra)
Ayurveda
MTC
Bhuamamlaki - Indicado para calor e umidade, para indivíduos Pitta e Kapha, com icterícia e febre.Ya Hai Ba - Planta drenante que elimina umidade e calor, para quadros abdominais com diarréia, icterícia e pouca urina concentrada


Tribulus terrestris (carrapicho beiço de boi)
Ayurveda
                                                                                                                                        MTC
Gokshura - Planta tônica que atua na kundaline (chakra da pelve) e aumenta a libidoCi Ji Li - Planta que elimina o vento e acalma o fígado usada para quadros de pressão alta, prurido na pele e vertigens


Glycyrrhiza uralensis (alcaçuz chinesa)
Ayurveda
                                                                                                                                        MTC
Mulathi - Planta tônica indicada para Kapha que também harmoniza as fórmulas e melhora a absorção dos fitoterápicos.Gan Cao - Planta tônica do baço que harmoniza as outras ervas e resolve quadros pulmonares

Atenção! Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracterizam como sendo um atendimento


domingo, 20 de maio de 2012

A Máfia Médica


Bom, o que dizer? 
Não sou inimigo de médicos, pelo contrário, podem ser bons parceiros na real cura do ser...
Tenho até amigos médicos. O "Sistema" é que esta errado! 
Mas, segue ai, uma leitura obrigatória.






“A Máfia Médica” é o título do livro que  custou à  doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina.  Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.
O livro expõe, por um lado, a errónea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.
Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à  autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:
MEDICINA SIGNIFICA NEGOCIO
A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.
- Porquê essa decepção?
Lanctot – Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.
Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.
- E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?
Lanctot – Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.
- E quem designa esse comité científico?
Lanctot – Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controlo é absoluto.
- E isso foi clarificador para si…?
Lanctot – E muito! Dar-me conta do controlo e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros -públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controlo sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. Esse olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social… encontramos o mesmo.
- O poder económico?
Lanctot – Exacto, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes…. porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crónicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina actual está concebida para que a gente permaneça enferma o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.
UM SISTEMA DE ENFERMIDADE
-Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”
Lanctot – Efectivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.
- Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!
Lanctot – Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.
- E que papel desempenha o médico nessa máfia?
Lanctot – O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.
-O sistema, de facto, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.
Lanctot – A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.
- É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.
Lanctot – Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.
-Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas
Lanctot – São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar… mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.
-E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, mediáticas e económicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?
Lanctot – Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa… mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele… mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
- E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.
Lanctot – Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
A MAFIA MÉDICA
-Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?
Lanctot – Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) – o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.
- Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?
Lanctot – Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às directrizes da OMS. Não há escapatória. De facto, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.
- Em que consiste essa declaração?
Lanctot – Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.
- Uma acção que não se questiona
Lanctot – Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder económico!
- Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controlo?
Lanctot – Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas actividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.
- Uma máfia sumamente poderosa!
Lanctot – Omnipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.
AS AUTORIDADES MENTEM
-O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.
Lanctot – Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a sida é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.
- Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém.
Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas
Lanctot – Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.
Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se
destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.
- A quais se refere?
Lanctot – Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.
- E até que ponto podem ser também perigosas?
Lanctot – As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.
- Agradeceria que mencionasse algumas
Lanctot – Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas… é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “sida silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência
médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios selectivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região… Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no património genético hereditário de quem se queira.
-Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a Sida não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.
Lanctot – Eu afirmo que a teoria de que o único causador da sida é o VIH o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o VIH não implica necessariamente desenvolver sida. Porque a sida não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do VIH enm1983, ter reconhecido já em 1990, que o VIH não é suficiente por si só para causar a sida. Outra evidência é o facto de que há numerosos casos de sida, sem vírus VIH e numerosos casos de vírus VIH, sem sida (seropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus VIH cause a sida, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o VIH é um retrovirus inofensivo que só se activa quando o sistema imunitário está debilitado.
- Você afirma no seu livro que o VIH foi criado artificialmente num laboratório
Lanctot – Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o VIH foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.
-Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a sida
Lanctot – Já no Congresso sobre SIDA celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o VIH, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à sida… mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a sida. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.
-Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério
Lanctot – O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anómala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.
- E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”
Lanctot – Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.
A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
– No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?
Lanctot – Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.
- Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado
Lanctot – Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de naipes quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.
- E em que ponto crê que estamos?
Lanctot – Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.
- E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?
Lanctot – O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.
- E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?
Lanctot – Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar  referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.
Laura Jimeno Muñoz
Publicado en: : http://crimentales. blogspot. com/search/ label/Salud
Tradução encontrada em: http://jodoas.wordpress.com/2010/01/19/a-mafia-medica-e-o-titulo-do-livro-que-custou-a-doutora-ghislaine-lanctot-a-sua-expulsao-do-colegio-de-medicos-e-a-retirada-da-sua-licenca-para-exercer-medicina/